
A candidata a deputada federal e ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (MDB), repudiou a agressão sofrida durante agenda, nesta terça-feira (11), no bairro da Itinga, em Lauro de Freitas. Enquanto conversava com moradores, Moema foi abordada de forma agressiva por um homem, que passou a fazer ataques pessoais e políticos contra a ex-gestora.
Para Moema, divergências políticas fazem parte da democracia, mas não podem servir de justificativa para intimidação, desrespeito ou agressões, especialmente contra mulheres.
“Eu respeito quem pensa diferente de mim. Sempre respeitei e sempre vou respeitar. O que não podemos naturalizar é a agressividade, a intimidação e o desrespeito, ainda mais quando direcionados a uma mulher. Isso não é debate político. A política se faz com diálogo, argumentos e respeito”, afirmou.
A candidata a deputada federal destacou, no entanto, que o episódio foi isolado diante da recepção que recebeu durante a passagem pelo bairro da Itinga. Ao longo da agenda, Moema foi cumprimentada e recebeu manifestações de apoio e carinho de centenas de moradores.
“Recebi muitos abraços e uma agressão gratuita. Por que eu daria a essa agressão um tamanho maior do que o carinho de tanta gente? Fui recebida de braços abertos pela população da Itinga e é isso que levo comigo. Um ato isolado não apaga uma história construída ao lado do povo de Lauro de Freitas”, declarou.
De acordo com relatos de moradores, o responsável pela abordagem teria histórico de comportamento agressivo contra mulheres.
Moema ressaltou ainda que episódios de hostilidade contra mulheres que ocupam a vida pública não podem ser tratados com naturalidade e precisam ser enfrentados, independentemente de posição política.
“Mulheres não podem ser intimidadas para deixar de ocupar as ruas, a política ou qualquer espaço de poder. Quem quiser discordar de mim, que discorde. Quem quiser criticar minha trajetória, que critique. Mas agressão, misoginia e violência contra mulher não terão a minha tolerância. E, se alguém acha que precisa agredir mulheres para fazer política, esse é um voto que eu não quero”, afirmou.
Após o episódio, Moema recebeu manifestações de solidariedade de moradores de Lauro de Freitas e também da candidata a deputada federal pelo Avante, Tita, que repudiaram a hostilidade.
“Não será a bravata de uma pessoa que vai diminuir o carinho que recebo todos os dias. Lauro de Freitas é a minha história, é onde construí minha vida pública e onde continuarei andando de cabeça erguida, conversando com as pessoas e respeitando até quem pensa diferente de mim”, concluiu.