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”Se Lula tivesse cinco minutos comigo, me apoiaria para o Senado”, afirma Professora Delliana

Única mulher candidata ao Senado pela Bahia, Delliana reafirma apoio à reeleição do presidente, defende uma “esquerda mais à esquerda”

Por: Redação
10/08/2026 às 18h51
”Se Lula tivesse cinco minutos comigo, me apoiaria para o Senado”, afirma Professora Delliana

A candidata ao Senado pela Bahia, Professora Delliana, afirmou acreditar que teria o apoio do presidente Lula caso ele conhecesse sua trajetória e suas propostas. Única mulher na disputa pelo Senado no estado, ela reafirmou apoio à reeleição do petista e defendeu uma “esquerda mais à esquerda” durante entrevista ao Política ao Vivo, conduzida por Adriana Oliveira, com comentários de Breno Cunha.

“Eu duvido demais que ele não me apoiaria para esse Senado se ele me conhecesse”, afirmou Delliana. Segundo a candidata, cinco minutos de conversa seriam suficientes para que Lula compreendesse a importância de uma mulher negra ocupar uma das vagas da Bahia no Senado.

Mesmo defendendo o presidente, Delliana deixou claro que mantém posição crítica em relação aos rumos de setores da esquerda baiana. Para ela, existe espaço no estado para uma esquerda que avance na representatividade e amplie a participação de grupos historicamente afastados dos espaços de decisão.

A candidata destacou ainda conquistas dos governos Lula, como as políticas de combate à fome e a ampliação do acesso ao ensino superior, e afirmou que sua candidatura busca dialogar com o eleitorado que apoia o presidente, mas deseja mudanças na composição da representação política da Bahia.

Natural de Ubaitaba e moradora de Itabuna a duas décadas, Delliana também defendeu maior protagonismo do interior e classificou sua candidatura como parte de um processo de “reparação social”. 
Para ela, mulheres negras, quilombolas, indígenas e representantes das periferias precisam deixar de ser apenas destinatários de políticas públicas e passar a ocupar diretamente os espaços onde as decisões são tomadas.

Durante a entrevista, Delliana ainda criticou o machismo estrutural, a perpetuação das mesmas famílias na política e defendeu que representantes eleitos sejam tratados e cobrados como “funcionários do povo”.

Delliana comentou, que mesmo sem a mesma estrutura financeira das candidaturas tradicionais, uma das apostas é nas redes sociais e no contato direto com a população para ampliar sua presença na disputa pelo Senado.

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