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Professora Delliana defende “mudança na fotografia do poder” e maior presença de mulheres no Senado

Única mulher na disputa pelo Senado na Bahia, candidata defende maior representatividade feminina e negra nos espaços de poder

Por: Redação
08/08/2026 às 10h08
Professora Delliana defende “mudança na fotografia do poder” e maior presença de mulheres no Senado

A candidata ao Senado pela Bahia, Professora Delliana, defendeu uma “mudança na fotografia do poder” e a ampliação da presença de mulheres e da população negra nos espaços de decisão política. A declaração foi feita neste sábado (08), durante entrevista ao programa Central de Política, em Itabuna, apresentado por Neto Terra Branca, pelo advogado e comentarista Rui Corrêa e pelo jornalista Gilvan Rodrigues.

Durante a entrevista, Delliana falou sobre sua trajetória pessoal, acadêmica e política. Nascida em Ubaitaba e filha de uma técnica de enfermagem, passou pela escola pública e graduou-se em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), onde iniciou sua militância no movimento estudantil e na luta antirracista, participando da fundação do coletivo “Só Podia Ser Preto”. Em Itabuna, também é uma das fundadoras da Rede Feminista Cristiane, que atua desde 2014 na defesa e autonomia das mulheres.

Única mulher e feminista na disputa pelo Senado na Bahia, Delliana afirmou que as estruturas de poder ainda refletem uma realidade historicamente masculina e defendeu maior participação feminina nos espaços onde são tomadas as decisões. Como exemplo, lembrou que o primeiro banheiro feminino no Senado foi construído apenas cerca de 50 anos após a inauguração do prédio. “Precisamos mudar a fotografia do poder”, afirmou Delliana, ao defender que a composição das instituições políticas reflita de maneira mais efetiva a diversidade da população brasileira.

A candidata apontou educação, autonomia das mulheres e políticas públicas para a população negra como três eixos centrais de sua plataforma. No enfrentamento à violência contra a mulher, defendeu o fortalecimento da Lei Maria da Penha e ressaltou o caráter pedagógico da legislação, argumentando que o combate ao feminicídio também exige prevenção e educação.

Na área da segurança pública, Delliana defendeu uma política que vá além das operações policiais e esteja associada à criação de oportunidades para a juventude. Para ela, investimentos em educação e políticas sociais são fundamentais para enfrentar as desigualdades e reduzir a violência.
No Senado, a professora afirmou que pretende defender a discussão de pautas sociais que considera urgentes, entre elas o fim da escala de trabalho 6x1 e a equiparação da misoginia ao crime de racismo.

A entrevista também foi marcada por críticas aos adversários. Delliana voltou a classificar ACM Neto, João Roma e Ângelo Coronel como “farinha do mesmo saco” e questionou mudanças de autodeclaração racial no cenário político baiano. Segundo a candidata, o debate sobre identidade e representação ganha ainda mais importância em um estado de população majoritariamente negra.

No cenário nacional, Delliana reafirmou seu apoio à reeleição do presidente Lula e afirmou que sua candidatura ao Senado busca contribuir para garantir sustentação no Congresso a um projeto político de esquerda. Já na disputa pelo Governo da Bahia, a professora afirmou que marchará junto a Ronaldo Mansur.

Delliana também comemorou o crescimento de seu nome nas pesquisas eleitorais, destacando que já aparece em patamares de empate técnico com nomes tradicionais da política baiana.

Ao encerrar a entrevista, a candidata lembrou que, nas eleições deste ano, cada eleitor baiano terá direito a dois votos para o Senado e convocou a população a ampliar a participação feminina na política. Para Delliana, colocar mais mulheres e pessoas negras nos espaços de decisão é fundamental para que a diversidade existente na sociedade também esteja representada na estrutura do poder.

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