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Delliana critica projetos travados no Senado e cobra representatividade: “Direito não se negocia”

Candidata ao Senado defendeu o fim da escala 6x1, criticou a precarização do trabalho e cobrou efetividade da Lei Maria da Penha

Por: Redação
14/08/2026 às 10h05
Delliana critica projetos travados no Senado e cobra representatividade: “Direito não se negocia”

A candidata ao Senado pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), afirmou nesta sexta-feira (14), durante entrevista ao programa Poder da Notícia, em Itabuna, apresentado por Jaqueline Mendes, que pautas consideradas essenciais para os trabalhadores continuam travadas no Congresso. Entre elas, destacou o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, além de defender maior presença de mulheres nos espaços de decisão política.

Ao abordar o papel do Senado, Delliana criticou a atuação de parlamentares que, segundo ela, deixam de priorizar projetos de interesse da população. A candidata também questionou o perfil historicamente predominante na Casa e defendeu uma mudança na representatividade política.

“Direito não se negocia”, afirmou Delliana ao defender direitos trabalhistas, políticas para as mulheres e investimentos em educação. Ela também criticou a chamada “uberização” das relações de trabalho, modelo no qual, segundo a candidata, os trabalhadores assumem custos e riscos da atividade enquanto grandes empresas ampliam seus lucros.

Durante a entrevista, Delliana chamou atenção ainda para os 20 anos da Lei Maria da Penha. Para a candidata, apesar dos avanços proporcionados pela legislação, ainda existe uma distância entre o que está previsto na lei e aquilo que efetivamente chega às mulheres. Ela citou como exemplo as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs), defendendo funcionamento permanente, 24h por dia e estrutura adequada para garantir atendimento às vítimas de violência.

Delliana também destacou que as mulheres negras estão entre as principais vítimas do feminicídio e relacionou o enfrentamento à violência com a necessidade de ampliar a presença de mulheres, especialmente negras, nos espaços de poder e fiscalização das políticas públicas.

Na educação, a candidata defendeu políticas voltadas ao enfrentamento do machismo e do racismo desde as escolas e chamou atenção para as condições de trabalho dos professores. Segundo ela, a sobrecarga da categoria e a redução dos períodos de descanso têm contribuído para o adoecimento dos profissionais e impactado a qualidade do ensino.

Natural de Ubaitaba e residente em Itabuna, Delliana Ricelli é professora da rede estadual, licenciada em Filosofia e mestra em Linguagens e Representações pela UESC. Dirigente estadual do PSOL Bahia, ela é a única mulher na disputa pelo Senado no estado. Na entrevista, reafirmou apoio à reeleição do presidente Lula, à candidatura de Ronaldo Mansur ao Governo da Bahia e a Marcelo Carvalho, em mais uma vaga ao senado.

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