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Após representação no MP, líder do governo diz que presidente da CMS “age de forma arbitrária”

Bancada do Governo na Câmara de Salvador entrou com representação no Ministério Público nesta quarta

Por: Redação
20/04/2022 às 15h56
Após representação no MP, líder do governo diz que presidente da CMS “age de forma arbitrária”

O líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, vereador Paulo Magalhães Jr (UB), afirmou que o presidente da Casa, Geraldo Júnior (MDB), rasga o regimento interno e age de forma arbitrária ao conduzir os trabalhos na CMS e alterar a composição de cinco comissões permanentes. Nesta quarta-feira (20), a Bancada de Governo protocolou no Ministério Público da Bahia (MP-BA) uma representação apontando irregularidades nas novas indicações das comissões da Casa e solicitando a anulação da sessão plenária da última terça (19). A procuradora-chefe do Ministério Público, Norma Cavalcanti recebeu os vereadores. 

“A falta de respeito ao cumprimento da proporcionalidade nas comissões, atas fraudadas, sessões atropeladas sem quórum, é mais do que crimes de improbidade administrativa, é sobretudo, uma afronta à decisão daqueles que nos escolheram como representantes desta cidade. Por isso, protocolamos essa representação para salvaguardar os direitos dos vereadores na Casa”, disse Paulo Magalhães. Conforme o edil, o presidente da CMS, Geraldo Júnior tem “conduzido os trabalhos de forma autoritária, sem respeitar, não só as bancadas, mas as indicações das lideranças de partido. Rasga o regimento interno e age de forma arbitrária”, completou Magalhães. 

A edição extra do Diário Oficial do Legislativo (DOL), de terça-feira (19) consta mudanças em cinco comissões permanentes: Comissões de Justiça; Finanças e Orçamento; Transporte; Planejamento Urbano e Meio Ambiente e Cultura. A oposição ganhou mais espaço nas novas formações.  25 vereadores assinaram a petição contra o presidente do Legislativo, o que representa 58,1% da CMS. “ A Casa do Povo se tornou palco de verdadeiros atos monocráticos. A maioria dos vereadores não compactua com essa forma de condução, esperamos voltar a harmonia na Casa das Leis e que a independência do poder prevaleça”, finalizou o líder do governo.

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