

A vereadora Débora Santana (Avante) repudiou com veemência o conteúdo do áudio atribuído ao deputado estadual de São Paulo Arthur do Val (Podemos), mais conhecido como “Mamãe Falei”, onde o mesmo atacou mulheres ucranianas e afirmou que “elas são fáceis, porque são pobres”.
“Fiquei chocada e muito triste com tais afirmações desse deputado. As mulheres merecem ser honradas e respeitadas, por isso repudio veementemente a atitude desse parlamentar que envergonhou o Brasil perante o mundo, com ataques machistas contra as mulheres”, afirmou Débora.
A vereadora também alertou sobre o machismo presente na sociedade: “Infelizmente a fala desse rapaz só confirma o machismo presente na sociedade, em que as mulheres muitas das vezes são tratadas como objeto. No mês da mulher nos deparamos com esse tipo de notícia que agride a alma feminina. Como mulher fico muito triste com esse tipo de comportamento do parlamentar de São Paulo. Espero a devido punição ao mesmo, porque atitudes como essas não podem ficar barato ou passar em branco”.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), repudiou a fala do deputado estadual de São Paulo, Arthur do Val (Podemos), que afirmou que as “mulheres ucranianas são fáceis, porque são pobres”.
“Já que ele diz estar na Ucrânia lutando, deveria ter mostrado o mínimo de solidariedade, mas parece que ele é mais inimigo do que aliado. Esse cidadão agiu de forma cruel e sexista, extrapolando o limite da liberdade de expressão”, diz Ireuda.
Para a vereadora, a fala do deputado ganha contornos de desumanidade ainda mais nítidos diante da situação desesperadora do povo ucraniano. “Sobretudo das mulheres, que estão tendo de deixar o país abandonadas à própria sorte. Fala repugnante em qualquer contexto, indigna de um representante legitimamente eleito”, diz a presidente do colegiado.
Nesta semana, Ireuda afirmou que “essas mulheres, agora incumbidas de cuidar sozinhas da família, nas condições mais adversas possíveis, não podem ser abandonadas à própria sorte. É urgente uma cooperação internacional, sobretudo dos países fronteiriços, para acolhê-las e mantê-las em segurança. Nesse momento, a Organização das Nações Unidas não pode falhar nessa missão”.