Foi tudo muito rápido. Ouviram os disparos das rajadas de tiro. O Barulho alto indicava que era armamento pesado, mesmo pra quem não tinha nenhuma experiência militar.
O hospital estava cercado. Motoqueiros passavam na frente do prédio indo a toda velocidade em direção ao combate para defenderem suas posições.
Quem se arriscava a olhar pelas janelas via as balas traçando suas rotas luminosas no céu escuro. Alguns filmaram pelo celular, outros procuram abrigo agachados.
Era a guerra cada vez mais próxima.
Enfim os funcionários do hospital não tiveram escolha, abandonaram tudo a própria sorte, pois a sorte era a única coisa com que poderiam contar além da fé em seus Deuses... Pegaram suas coisas, entraram nas ambulâncias colocando nas paredes dos veículos objetos pessoais e tudo mais que podiam na esperança de que a barricada de objetos conseguisse deter qualquer bala perdida.
E a propósito, essa descrição não se refere a nenhum país do Oriente Médio. A nenhuma guerra longínqua. Foi aqui mesmo. Perto da minha casa, da sua, de nossos amigos, de nossa família.
Boa sorte pra gente.