Eleições OAB

Dinailton diz que a OAB-BA está “fechada num feudo”

Declaração do candidato a presidente da entidade foi feita em entrevista ao Direto ao Ponto

04/11/2021 18h49Atualizado há 3 semanas
Por: Redação
Fonte: Ascom
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O poder econômico está ditando as regras na campanha para a OAB-BA, que elegerá dia 24 de novembro a nova diretoria para o triênio 2022/2024. A opinião é do ex-presidente da entidade (2004 a 2006), Dinailton Oliveira, candidato à presidência pela chapa OABpraValer, que em entrevista aos jornalistas Cíntia Kelly e Igor Guimarães, do programa Direto ao Ponto, na Rádio Nazaré, criticou também a omissão por parte da instituição em relação a temas do interesse da sociedade.

 “As duas outras chapas concorrentes são lideradas por pessoas que estão na direção da Ordem há cerca de 10 anos e nada fizeram. A OAB está fechada num feudo, os advogados que não pertencem à minoria elitizada não são sequer recebidos pelo presidente. É impressionante o poder econômico envolvido na campanha, com a promoção de festas e outros eventos na tentativa de atrair jovens advogados”.

 O candidato questionou, ainda, os R$21 milhões gastos pela Ordem em 2020 como “despesas ordinárias”, um valor considerado muito alto para uma estrutura que possui, apenas, quatro subseções além das que deixou em sua gestão.

 Redemocratização

 Dinailton classificou a atuação da OAB-BA também como omissa, frisando que atendeu a convocação de um grupo de advogados para se candidatar com a missão de reabrir a entidade para toda a categoria e a sociedade. A redemocratização da Ordem, segundo ele, é uma das prioridades da chapa, que tem na vice-presidência a advogada civilista D´jane Silva.

 “Dizem que sou um sonhador, mas não é isso. O que acontece é que eu entendo que o meu bem-estar depende do bem-estar dos colegas e dos cidadãos”, comentou o candidato.

 Outra prioridade da chapa OABpraValer é retomar a campanha ´Justiça pra Valer´, pela reestruturação do Poder Judiciário, que marcou sua gestão. A fragilidade estrutural da Justiça baiana, na opinião de Dinailton, precisa ser enfrentada com diálogo, mas também com firmeza e independência, para sanar o grave déficit de juízes e serventuários, que tem inviabilizado a prestação jurisdicional sobretudo no interior do estado. “A realidade hoje é que temos 151 comarcas sem juiz e isso é um absurdo, é o caos”.

 A jornalista Cíntia Kelly deu seu testemunho sobre a abertura da OAB-BA para a sociedade na gestão de Dinailton, quando teve a oportunidade de cobrir, para o jornal em que trabalhava na época, várias pautas com o envolvimento da entidade.

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