Bahia

MAM-Bahia reabre nesta terça-feira (17) com exposição ‘O Museu de Dona Lina’

Depois de um 1 ano e meio fechado em função da pandemia da Covid-19, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-Bahia) reabre as suas portas

12/08/2021 15h45Atualizado há 1 mês
Por: Redação
Fonte: Secom Bahia - (Milena Leal)
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Depois de um 1 ano e meio fechado em função da pandemia da Covid-19, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-Bahia) reabre as suas portas para o público com a exposição ‘O Museu de Dona Lina’, a partir da próxima terça-feira (17), com visitação permanente de terça a sábado, sempre das 13h30 às 17h30. A exposição utiliza os dois principais espaços expositivos do museu, a Capela e os dois pavimentos do Casarão, reunindo cerca de 300 obras do Acervo fixo do MAM junto a peças do Acervo de Arte Popular Lina Bo Bardi do Centro Cultural Solar Ferrão da Diretoria de Museus (Dimus)do Instituto do Patrimônio (Ipac), promovendo um diálogo entre as duas coleções.

De acordo com o diretor do MAM-Bahia, o cineasta e gestor cultural, Pola Ribeiro, a mostra é uma homenagem à arquiteta ítalo-brasileira, Lina Bo Bardi (Roma 1914 — São Paulo 1992) que concebeu e foi a primeira diretora do MAM-Bahia de 1959 a 1963. “Até o final do ano (2021) Lina também deve ganhar uma mostra definitiva em uma das salas expositivas do museu”, revela Pola Ribeiro. O Acervo de Arte Popular da Dimus/Ipac foi uma iniciativa de Lina Bo Bardi que reuniu essas peças entre o final da década de 1950 e início da década de 1960, a partir de doações e de viagens realizadas por ela no Recôncavo e no semiárido baiano. Agora, em 2021, o MAM-Bahia completa 62 anos vinculado ao Ipac da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Protocolos e transversalidade

O diretor do MAM lembra que o museu obedece às determinações e protocolos de segurança contra a pandemia, da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e da Secretaria Saúde do Estado (Sesab). “É obrigatório o uso de máscaras, sendo a lotação autorizada de somente dez pessoas por vez na Capela, 20 pessoas no casarão e 30 pessoas em cada um dos grandes pátios (superior e inferior) do MAM-Bahia”, explica Pola. O café/lanchonete do Circuito Saladearte estará funcionando nesses dias/horários, mas a sala de cinema estará fechada abrindo até o final deste ano (2021).

Desde janeiro (2021), o MAM empreende gestão transversal e articulada. “É impossível imaginar a gestão pública moderna sem visão transversal e articulações municipais, estaduais, nacionais e até internacionais, incluindo comunidades e a sociedade local, utilizando sempre metodologia e processos de monitoramento”, reforça Pola Ribeiro. Até agora já estão colaborando com o MAM, duas secretarias municipais de Salvador, quatro secretarias e cinco órgãos estaduais da Bahia, cinco faculdades e três universidades baianas, além de entidades federais, coletivos artísticos, galerias de arte e várias associações representativas.

Importância de Lina – Para especialistas em arquitetura, cultura, arte e história, Lina é um marco para a Bahia e a celula-mater do MAM de Salvador. Em 1963 o MAM foi instalado por Lina no complexo-arquitetônico do Solar do Unhão – também restaurado por ela –, às margens da Baía de Todos os Santos. Em 1943 o complexo foi tombado como Patrimônio Nacional pelo Iphan.

“Lina foi uma artista revolucionária e uma mulher à frente do seu tempo”, diz o curador do MAM-Bahia e da exposição de reabertura, Daniel Rangel. Ele destaca que em maio deste ano (2021), Lina foi homenageada postumamente com a premiação internacional do Leão do Ouro na 17ª Biennale Architettura de Veneza (Itália). “É a primeira mulher brasileira e a primeira no mundo com obra construída a conquistar um Leão de Ouro, além de terceira profissional brasileira a obter o prêmio, depois dos arquitetos Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha”, detalha Rangel. Ele confirma que o MAM terá uma sala permanente dedicada a Lina, assim como, suas ideias estarão presentes em exposições, ações educativas e outras atividades do museu. “Vamos resgatar a sua memória e a sua prática artística no MAM”, ressalta.

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