Economia

Custo da construção sobe em ritmo menor, mas tem alta de 10,7% em 2021

Desaceleração do indicador em julho foi puxada por alta menor do custo da mão de obra, mostra FGV

27/07/2021 15h26Atualizado há 2 meses
Por: Redação
Fonte: R7
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O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 1,24% em julho, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando o índice subira 2,30%, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (27), pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Com o resultado, o indicador acumula alta de 10,75% no ano e de 17,35% em 12 meses. Em julho de 2020, o índice variou 0,84% no mês e acumulava alta de 3,95% em 12 meses.

A alta menor do INCC ocorreu com a desaceleração dos preços referentes a materiais, equipamentos e serviços, que passou de 1,65% em junho para 1,37% em julho. O custo da mão de obra também apresentou uma variação menor, de 2,98% para 1,12%.

Em julho, 26,7% das empresas da construção apontaram aumento da atividade. Esse é o maior
percentual alcançado desde outubro de 2012. No entanto, naquele mês 15,7% acusaram queda,
enquanto em 2021, 19,5% ainda relatam redução.

Para Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), o saldo positivo é um indicador importante da direção que o setor começa a tomar, mas a diferença ainda pequena mostra que esse movimento ainda não está completamente disseminado. “A percepção positiva das empresas de Preparação de Terrenos, um segmento antecedente do ciclo de obras, volta a reforçar o maior otimismo com a retomada”, observa ela.

Confiança

A FGV também indicou que a confiança da construção subiu 3,3 pontos em julho, para 95,7 pontos, e atingiu o maior nível desde março de 2014 (96,3 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 3,6 pontos, a segunda alta consecutiva.

O resultado positivo do ICST em julho decorre da melhora das expectativas dos empresários para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) se manteve estável, ao recuar 0,1 ponto, para 89,4 pontos. Esse resultado foi devido à piora do indicador de situação atual dos negócios, que caiu 4,3 pontos, para 88,3 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 6,8 pontos, para 102,2 pontos, maior nível desde de janeiro de 2020 (104,2 pontos). Os indicadores de demanda prevista e tendência dos negócios subiram 6,4 e 7,2 pontos, para 102,3 pontos e 102,0 pontos respectivamente.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção caiu 3,7 pontos percentuais (p.p.), para 73,7%. O NUCI de Mão de Obra e o NUCI de Máquinas e Equipamentos tiveram variações idênticas ao cair 3,7 p.p, para 75,2% e 66,6%.

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