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Gravidez após os 40: a nova corrida pela fertilidade

O aumento das gestações tardias amplia a busca por reprodução assistida e ferramentas de inteligência artificial que ajudam a avaliar as chances de...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
18/08/2026 às 13h35
Gravidez após os 40: a nova corrida pela fertilidade
Instagram Anne Hathaway

Anne Hathaway, aos 43 anos, e Sabrina Sato, aos 45, anunciaram recentemente que estão grávidas. Nos últimos meses, os anúncios de gravidez de mulheres famosas acima dos 40 anos voltaram a ocupar espaço nas redes sociais e nas manchetes, e neste Mês da Gestante, celebrado em agosto, a pauta volta a ocupar os holofotes. Se antes a gravidez após os 40 era vista como exceção, hoje ela acompanha uma mudança no comportamento das mulheres e os avanços da medicina reprodutiva.

O movimento já aparece nas estatísticas. Pela primeira vez, os Estados Unidos registraram mais nascimentos entre mulheres com mais de 40 anos do que entre adolescentes, segundo dados do National Center for Health Statistics (NCHS), órgão ligado ao Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

No Brasil, embora a realidade seja um pouco diferente, especialistas em reprodução assistida dizem observar o mesmo movimento dentro dos consultórios. "Nos últimos anos tivemos um aumento muito claro na procura por atendimento de mulheres entre 38 e 42 anos. Muitas adiaram a maternidade para priorizar a carreira, pela estabilidade financeira ou simplesmente porque ainda não haviam encontrado o momento certo para ter filhos. Hoje, elas chegam ao consultório muito mais informadas e interessadas em entender quais são, de fato, suas possibilidades", afirma Dra. Verônica Ferraz, Gestora Médica e Diretora Técnica da Clínica GEARE PE e PB.

Segundo ela, os anúncios de gravidez de celebridades ajudam a ampliar o debate, mas nem sempre mostram todo o planejamento envolvido. "Quando uma mulher engravida aos 43 anos, por exemplo, normalmente existe uma história que não aparece na manchete. Em muitos casos houve congelamento de óvulos, fertilização in vitro e anos de acompanhamento médico. A medicina reprodutiva evoluiu muito e passou a oferecer ferramentas que ajudam a tornar essas decisões mais bem embasadas", analisa Verônica.

Essa evolução também mudou a forma de avaliar a fertilidade feminina. Até pouco tempo, mulheres que congelavam óvulos recebiam basicamente duas informações: a idade em que haviam feito o procedimento e quantos óvulos haviam sido coletados. Hoje, esse cenário começa a mudar.

A Future Fertility, empresa canadense de biotecnologia médica e inteligência artificial aplicada à análise da qualidade dos óvulos, desenvolveu ferramentas que oferecem uma avaliação mais personalizada para diferentes técnicas de reprodução assistida. O Violet™, projetado para o congelamento de óvulos, avalia objetivamente a qualidade de cada óvulo e oferece às pacientes uma visão personalizada sobre suas chances de engravidar a partir dos óvulos congelados. A Magenta™ é a ferramenta desenvolvida para os ciclos de FIV (fertilização in vitro) que analisa e classifica o potencial de cada óvulo. Essas pontuações apresentam forte correlação com a probabilidade de o óvulo se transformar em um embrião de alta qualidade.

"Estamos vivendo uma mudança importante na medicina reprodutiva. Antes, trabalhávamos principalmente com estimativas baseadas na idade e em médias populacionais. Hoje conseguimos incorporar informações muito mais individualizadas. Isso não elimina os efeitos do envelhecimento reprodutivo, mas ajuda médicos e pacientes a tomar decisões mais conscientes e com expectativas mais realistas", explica Dra. Thaís Sanches Domingues Cury, Médica Especialista em Reprodução Assistida, Coordenadora da unidade ProFiV e sócia do Grupo Huntington.

Planejamento reprodutivo ganha protagonismo

Para a especialista, o crescimento das gestações após os 40 anos mostra que a maternidade deixou de seguir um único roteiro. Mais do que ampliar o acesso aos tratamentos, o grande avanço está na possibilidade de planejar essa decisão com mais informação.

Atualmente, cada vez mais mulheres querem decidir quando serão mães, e não apenas descobrir se ainda podem ser. Esse é um movimento que coloca o planejamento reprodutivo no centro da conversa. Quanto mais informações individualizadas a paciente consegue obter ao longo da jornada, maior é a sua capacidade de tomar decisões alinhadas à própria realidade. O desafio agora é garantir que esse planejamento aconteça com informação de qualidade, acompanhamento especializado e tecnologias capazes de oferecer uma visão mais individualizada da fertilidade.

Sobre a Future Fertility

A Future Fertility é uma empresa canadense de biotecnologia médica e inteligência artificial (IA), fundada em 2018 e sediada em Toronto. Foi a primeira empresa no mundo a desenvolver um software de IA clinicamente validado capaz de avaliar o potencial reprodutivo dos oócitos humanos por meio da análise de imagens e dados.

Sua plataforma fornece informações não invasivas, objetivas e personalizadas sobre a qualidade ovocitária, apoiando a tomada de decisões em tratamentos de fertilidade por meio dos relatórios VIOLET™ (congelamento de óvulos), MAGENTA™ (FIV) e ROSE™ (programas de doação de óvulos).

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