

Com o objetivo de oferecer um atendimento mais humanizado, por meio de uma equipe melhor preparada e atualizada sobre as normas vigentes, a Coordenação da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) realizou mais uma etapa da Educação Continuada UTIN 2026. A atividade foi destinada aos profissionais de enfermagem, entre enfermeiros e técnicos, do Bloco Neonatal e do Alojamento Conjunto da Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC).
De acordo com a coordenadora da UTI Neonatal da FSVC, Alda Neri, o treinamento abordou os cuidados com recém-nascidos internados na unidade. “Aproveitamos esse momento para atualizar algumas questões, como a reanimação neonatal, que acabou de ter um novo guideline (diretriz), e também aqueles cuidados que já praticamos no nosso dia a dia dentro do ambiente da UTI Neonatal, como também na UCINCA, na unidade de semi-intensiva, no alojamento mãe-canguru e na sala de estabilização neonatal. Esses procedimentos, quando fazemos esse treinamento, buscam uma uniformidade, uma padronização, para que todos nós possamos falar a mesma língua e trazer o que há de melhor no cuidado a esses recém-nascidos”, explicou.

Alda Neri
O segundo treinamento realizado pela equipe abordou a medicina paliativa. Alda explicou que a capacitação também tem o objetivo de uniformizar o atendimento entre os profissionais da equipe multiprofissional que passam a acompanhar pacientes diagnosticados e inseridos em um programa de cuidados paliativos.
“Todos da equipe começam a falar a mesma língua no sentido de não trazer maleficência, e sim dar uma melhor qualidade de vida a esse paciente que já passou pela questão diagnóstica e, naquele momento, entra no programa de cuidados paliativos”, afirmou.
A coordenadora acrescentou que se trata de uma forma de humanizar o cuidado. “Não somente ao paciente que tem um prognóstico melhor, mas também àqueles pacientes que já sabemos que têm um prognóstico fechado e que já entraram em cuidados paliativos. No Hospital Esaú Matos, o paciente não é simplesmente mais um. Ele é uma pessoa, o amor de alguém, tem uma identidade, é um ser humano, e precisamos ter esse cuidado voltado à pessoa, com dignidade e afeto, transformando esse paciente não somente em mais um paciente, em um número, mas em alguém que é o amor de alguém”, disse Alda.

Dra Vanessa
Responsável pelo treinamento em medicina paliativa, a pediatra Vanessa Cerqueira afirmou que a equipe tem recebido bem as orientações sobre os cuidados paliativos. “Tenho trazido visões um pouco diferentes do que elas acreditavam e tenho construído, no dia a dia com elas, também essa visão do cuidado paliativo. O nosso objetivo é dividir essas aulas, na verdade, essas conversas nas equipes, para estar mais perto e poder dar um tempo maior para as pessoas tirarem suas dúvidas e entenderem melhor o que é esse cuidado paliativo. E esperamos que esses frutos venham ainda mais”, afirmou.
Vanessa explicou que os cuidados paliativos são destinados a pacientes que têm alguma doença que ameaça a vida. “Aí o cuidado paliativo já entra. É uma forma de dar à pessoa o cuidado integral daquilo que ela precisa e daquilo que ela merece”, explicou.
O enfermeiro Amadeu Ribeiro de Farias considerou importante manter-se atualizado e participar das formações. “A equipe que está bem treinada vai executar todas as atividades com o paciente. Toda a formação que vem da equipe da UTI traz novidades e é fundamental também para os novos que estão agora entrando, para que possam dar uma boa assistência às nossas crianças, principalmente aos nossos neonatos”, destacou.